sábado, 27 de março de 2010

Despedida


 Das palavras que escrevo aqui guardarei em memória um dos períodos mais felizes da minha vida, apesar do fim. Muitos comemoraram e comemorarão ainda por muito tempo o desfecho, mas eu sorrirei e dormirei tranquilo, tendo a certeza do amor que dei e, principalmente, recebi.

Do futuro que jamais saberei,
Ficou o sabor do beijo que dei.
Destas lágrimas que vejo agora,
Lembro apenas do sorriso de outrora.
Ai de mim, por decidir, em momento de aflição
A dor que causo, agora, em teu coração.

Se pudesse a vida decidir voltar
E te fazer mais uma vez sonhar,
Qual seria sua escolha final,
Talvez uma vida de amor sem igual?
Dos momentos que em vida lembrarei,
Terei sempre você, que um dia amei!

E haverá quem diga que não foi inteiro
O sentimento que por você foi verdadeiro,
E também dirão, totalmente sem razão,
Que foi uma troca boba, por outra paixão.
Mas a verdade é que foi minha única amada
E dona de minha alma, agora só e cansada.

28/02/2010
Por Rafael Franzin

quinta-feira, 25 de março de 2010

Versos íntimos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Augusto dos Anjos


Não sei, de repente deu vontade de postar estes versos. O cara era foda!

terça-feira, 23 de março de 2010

Vazio


Olhava fixamente para o relógio. Os ponteiros andavam, o tempo passava, mas a casa permanecia vazia. Calado, continuava ali, inerte, apenas acompanhando o caminho enfadonho dos ponteiros. Já era noite, a casa estava mergulhada naquele silêncio sepulcral. A penumbra também lhe fazia companhia. Não havia mais ninguém, não podia compartilhar suas lembranças, suas andanças, seus amores e temores. Amigos já não tinha, companhias não queria. Era uma casa morta, era uma alma morta, e a única certeza era a passagem do tempo, marcada a cada segundo pelos ponteiros do relógio. E ele permanecia ali, inerte, olhando para os ponteiros do relógio.

Imagem:http://gritosnoturnos.blogspot.com/2010/01/alma-perdida.html
 

domingo, 21 de março de 2010

Solidão

Saiu para um passeio noturno esperando encontrar alguém com quem conversar. Enquanto andava, notava o movimento de veículos e pessoas por todas as ruas, indo e vindo. Em cada bar, em cada lanchonete ou praça, o olhar ávido corria à procura de um rosto familiar. Nada!
Continuou à procura por algumas horas até que se cansou e sentou em um banco na praça e ficou observando o movimento. Em cada roda, em cada grupo de amigos, via o reflexo daquilo que não era.
De um lado, duas amigas conversavam animadas enquanto esperavam alguém, em um banco mais próximo, um casal jovem discutia a relação. Mais à frente, a entrada e saída de pessoas em um bar aumentavam cada vez mais, e a praça ganhava vida em uma noite de sábado.
Ele permaneceu ali, paciente, embora por dentro todas as vontades quisessem explodir. Tinha tanto para falar, queria tanto ouvir. Estava tudo lá, pronto para ser dito, pronto para ser vivido, queria participar, queria interagir, mas sua situação não permitiria, estava só. E ninguém iria ouvi-lo.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Memórias


Aquele sentimento era opressor, e ele sabia disso. Já o sentira antes, e agora sentia novamente. Aquela angústia, a sensação de abandono, de solidão, de vazio!
Toda a alegria de outrora se resumia neste momento a um esquecimento de tudo o que era saudável, e só podia pensar em desprezo.
Desprezo da vida para com ele, ou dele para com a vida? Isso não sabia responder, mas estava disposto a descobrir e então levantou a cabeça e seguiu em frente, esmagando suas memórias ruins e, pela primeira vez, e apenas em um lampejo, vislumbrou possibilidades se formando em seu futuro próximo. Sorriu. Agora sabia o que fazer, e continuou caminhando, mas desta vez confiante.

Por Rafael Franzin 

sábado, 13 de março de 2010

Eu

Eu

Eu sou cada pedaço infernal de mim,
Uma porção de sangue e vontades,
Profusão de orgulho afim,
Pitadas de alegria e nacos de maldades

Eu sou esta casca rude de belezas falsas.
Aos teus olhos, que se deleitaram com o reflexo
Distorcido do que pensava serem valsas,
Agora sou sombras de um passado desconexo

Sou um anjo, sou a mão que a guia
Sou o mal, tenho o veneno na voz
Sou amigo, seu porto seguro e sua magia
Sou o carrasco, aquele maldito atroz

Por Rafael Franzin   13/03/2010

Imagem: http://olhadinha.files.wordpress.com/2009/04/reflexo_imperfeito_by_caetanoborges2.jpg

sexta-feira, 12 de março de 2010

Gostei da frase

O que leva a pessoa a suspeitar muito é o saber pouco!

Vi esta frase no blog: http://salumdebora.blogspot.com/search?updated-max=2010-01-31T21%3A40%3A00-02%3A00&max-results=7

Muito bom, vale a pena dar um pulinho e conhecer o blog!

quinta-feira, 11 de março de 2010

A página em branco.


Sentado na frente da tela, pensando no que escreveria, começou a imaginar.... e as letras foram saindo e formando versos rimados e cadenciados, os dedos deslizavam pelo teclado enquanto centenas de letras formavam poemas, contos, crônicas e tudo mais com a mais perfeita sincronia. Estava tudo lá, se formando, surgindo, e cada vez mais longe em sua imaginação, mais os parágrafos se formavam e histórias épicas se criavam como em um passe de mágica.
Faltavam dedos para acompanhar a velocidade do pensamento, mas antes disso, faltavam idéias para mover os dedos. E a página continuava lá, em branco...


Foto: neusinhagadelha.blogspot.com/

Read My Mind

Read My Mind
The Killers

On the corner of main street
Just tryin' to keep it in line
You say you wanna move on and
You say I'm falling behind

Can you read my mind?
Can you read my mind?

I never really gave up on
Breakin' out of this two-star town
I got the green light
I got a little fight
I'm gonna turn this thing around

Can you read my mind?
Can you read my mind?

The good old days
The honest man
The restless heart
A promised land
A subtle kiss
That no one sees
A broken wrist
And the big trapeize

Oh well I don't mind
If you don't mind
'Cause I don't shine
If you don't shine
Before you go

Can you read my mind?

It`s funny how we just break down
Waitin' on some sign
I pull up to the front of your driveway
With magic soakin' my spine

Can you read my mind?
Can you read my mind?

The teenage queen
The loaded gun
The drop-dead dream
The Chosen One
A southern drawl
A world unseen
A city wall
And a trampoline

Oh well I don't mind
If you don't mind
Cause I don't shine
If you don't shine
Before you jump
Tell me what you find
When you read my mind

Slippin in my faith
Until I fall
He never returned that call
Woman, open the door
Don't let it stay
I wanna breed that fire again

She said
I don't mind
If you don't mind
Cuz I don't shine
If you don't shine
Put your back on me
Put your back on me
Put your back on me

(ooooooo)

The stars are blazing
Like rebel diamonds
Cut out of the sun
When you read my mind

segunda-feira, 8 de março de 2010

A mente dominada


E sentado na varanda relaxava, enquanto aos poucos sua mente voltava a trabalhar no ritmo normal, a se recuperar do pesadelo que sofrera até então de forma agonizante, porém calado.
O que fora Aquilo? Talvez não soubesse responder, mas aquela coisa se apossou de sua vida como se fosse um milagre, e de repente o agarrou com força e passou a sufocá-lo, sugar sua vontade, sua vida. De início aos poucos e timidamente, mas com o tempo a discrição foi abrindo espaço para tragos cada vez mais vorazes e delirantes, e sua Essência passou a ser consumida fazendo-o esquecer muitas coisas, inclusive quem era.
Neste esquecimento abandonou quase tudo, passando a ser um fantasma, uma criatura solitária que vagava entre dois mundos, mas que no fundo não pertencia a nenhum deles. Esqueceu a Poesia, esqueceu a Literatura, esqueceu que havia um mundo lá fora, já não sabia escrever, já não ouvia música, perdeu contato com a vida social e tudo isso para cada vez mais mergulhar em um poço de solidão e desespero. No entanto, este mergulho era consentido, uma vez que os laços que o prendiam eram tão ternos e aconchegantes.
Mas eis que a mente humana nos prega peças, e também junta peças de quebra-cabeças, e então despedaça falsas realidades. E destes cacos podemos enxergar o Horizonte. Sendo assim, com um brilho no olhar, a realidade por trás do véu surgiu uma vez mais, revelando desesperadoramente o quanto estava afundado no esquecimento.
Reagiu! Mesmo em dúvida do que fazia, preferiu a certeza do resultado e enfrentou a Coisa como se fosse um inimigo impiedoso. Nesta luta prevaleceu sua vontade pela vida, e assim saiu vitorioso.
Agora descansava sentado na varanda, relaxado, fitando resoluto o Horizonte, pois lá estava seu Destino...

sexta-feira, 5 de março de 2010

Notícias bizarras...

Um amigo postou em seu blog um comentário interessante:

Um vasto iceberg que se descolou do continente Antártico depois de ser abalroado por outro iceberg gigante pode causar alterações nas correntes marítimas do planeta e no clima, alertaram cientistas.
O terremoto de magnitude 8.8 que afetou o Chile no último sábado pode ter deixado os dias na Terra mais curtos. A suspeita é do cientista Richard Gross, do JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa, a agência espacial americana. Isso teria ocorrido por uma mudança na rotação do planeta.
Minha cachorra Jade está com prisão de ventre.
Comprei outra pilha com validade para janeiro de 2.012.
Ok... sério! Estão me escondendo alguma coisa?
Para ver o conhecer o blog: http://marcos.terci.zip.net/arch2010-02-28_2010-03-06.html

Até aí podemos ficar só com suspeitas, mas porra, comprei há pouco tempo um X-BOX 360 e agora até o Playstation 3 deu pau e ninguém mais conseguiu jogar.
CARALHO, será agora que consegui comprar o console a porra do mundao vai acabar???
Vai se fuder....

quarta-feira, 3 de março de 2010

Mudanças...

É isso aí, pessoal, mudanças! elas sempre acontecem, queira ou não. E aqui estou novamente passando por elas...
Prometi mais uma vez dar atenção ao blog e publicar material novo. Bem, não estou fazendo lá muita coisa, mas pelo menos não estou deixando em branco.
Um abraço!

Send me an Angel

Send Me An Angel

Real Life

Do you believe in Heaven above?
Do you believe in love?
Don't tell a lie. Don't be false or untrue.
It all comes back to you.
Open fire, on my burning heart.
I've never been lucky in love.
My defenses are down. A kiss or a frown.
I can't survive on my own.
If a girl walks in and carves her name in my heart, I'll turn andrun away.
Everyday we've all been lead astray.
It's hard to be lucky in love.
It gets in your eyes, It's making you cry.
Don't know what to do? Don't know what to do?
You're lookin for love, callin Heaven above.
Send me an angel. Send me an angel.
Right now. Right now.
Send me an angel. Send me an angel.
Right now. Right now.
Empty dreams can only disappoint.
And roam behind your smile.
Don't give up. Don't give up.
You can be lucky in love.
It gets in your eyes, It's making you cry.
Don't know what to do? Don't know what to do?
Lookin for love, callin Heaven above.
Send me an angel. Send me an angel.
Right now. Right now.
Send me an angel. Send me an angel.
Right now. Right now.
(guitar solo)
Send me an angel. Send me an angel.
Right now. Right now.
(long wait)
Send me an angel. Send me an angel.
Right now. Right now.
Send me an angel. Send me an angel.
Right now. Right now. Right now.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Ando só

Ando Só

Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger

ando só
pois só eu sei
pra onde ir
por onde andei
ando só
nem sei por que
não me pergunte
o que eu não sei

pergunte ao pó
desça o porão
siga aquele carro
ou as pegadas que eu deixei
pergunte ao pó
por onde andei
há um mapa dos meus passos
nos pedaços que eu deixei

desate o nó
que te prendeu
a uma pessoa que nunca te mereceu
desate o nó
que nos uniu
num desatino
um desafio

ando só
como um pássaro voando
ando só
como se voasse em bando
ando só
pois só eu sei andar
sem saber até quando
ando só

I Don't Want To Grow Up

I Don't Want To Grow Up
Ramones

When I'm lying in my bed at night
I don't wanna grow up
Nothing ever seems to turn out right
I don't wanna grow up
How do you move in a world of fog that's always changing things

Makes me wish than I could be a dog
When I see the price that you pay
I don't wanna grow up
I don't ever wanna be that way
I don't wanna grow up

Seems that folks turn into things they never want
The only thing to live for is today


I've gonna put a hole in my T.V. set
I don't wanna grow up
Open up the medicine chest
I don't wanna grow up

I don't wanna have to shout it out
I don't want my hair to fall out
I don't wanna be filled with doubt
I don't wanna be a good boyscout
I don't wanna have to learn to count
I don't want the biggest amount

No I don't want to grow up

When I see my parents fight
I don't wanna grow up
They all go out and drinkin all night
I don't wanna grow up
I'd rather stay here in my room
Nothing out there but sad and gloom
I don't wanna live in a big ol tomb on Grand St.

When I see the 5 0' clock news
I don't wanna grow up
Comb their hair and shine their shoes
I don't wanna grow up

Stay around in my ol hometown
I don't wanna put no money down
Don't wanna get a big ol loan
Work them fingers to the bone
I dont' wanna float on a broom
Fall in love get married then boom
How the hell did it get here so soon

No I don't want to grow up

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Hellraiser 3: Inferno na Terra

Adoro esta cena, o diálogo é impagável!
 
  
  
  
  
  
  
 
Este post foi em homenagem ao meu amigo Marcos, que sempre foi muito mais fanático que eu em termos de filmes de horror e Literatura Fantástica.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Uma questão de matemática


Bom dia, leitores, como estão? Eu gostaria de propor um pequeno problema a vocês hoje. É um problema antigo, muito comum nas aulas de matemática, pelos menos na minha época. E naquela época eu era péssimo em matemática...:

Eu, Tu e Ele.... fomos comer no restaurante e no final a conta deu R$ 30,00.

Fizemos o seguinte: cada um deu dez reais...
Eu: R$10,00
Tu: R$ 10,00
Ele: R$ 10,00

O garçom levou o dinheiro até o caixa e o dono do restaurante disse o seguinte:
Esses três são clientes antigos do restaurante, então vou devolver R$5,00 para eles! E entregou ao garçom cinco notas de R$ 1,00.

O garçom, muito esperto, fez o seguinte: pegou R$ 2,00 para ele e deu R$1,00 para cada um de nós.

No final ficou assim:
Eu: R$ 10,00 (-R$1,00 que foi devolvido) = Eu gastei R$9,00.
Tu: R$ 10,00 (-R$1,00 que foi devolvido) = Tu gastaste R$9,00.
Ele: R$ 10,00 (-R$1,00 que foi devolvido) = Ele gastou R$9,00.

Logo, se cada um de nós gastou R$ 9,00, o que nós três gastamos juntos foi R$ 27,00. E se o garçom pegou R$2,00 para ele, temos:
Nós: R$27,00
Garçom: R$2,00
TOTAL: R$29,00

Pergunta-se: - Onde foi parar o outro R$1,00?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Fim de férias... retorno às aulas...

Só posso agradecer o bom ensino que tive e ao professores que passaram pela minha vida.
Hoje não sei dizer se fico triste com a fragmentação do ensino, com a deterioração das escolas ou com o desinteresse consciente do aluno.

Novas Pérolas do ENEM

Alunos do ENEM atacam mais uma "veiz"...

Relação atualizada das pérolas do ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio.

O que está (entre parênteses) são os comentários dos professores.

"O sero mano tem uma missão..."
(A minha, por exemplo, é ter que ler isso!)
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"O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas.."
(Levei uns minutos para identificar o El Niño...)
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"O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio!"
(Eu não sabia que a camada tinha esse nome bonito)
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"Enquanto isso os Zoutros... tudo baixo nive..."
(Seja sempre você mesmo!!)
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"A situação tende a piorar: o madereiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região."
(E,além de tudo, viajam pra caramba, hein?)
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"O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém individualmente."
(Entendeu .?)
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"Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele."
(Faz sentido)
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"O grande problema do Rio Amazonas é a pesca dos peixes."
(Achei que fosse a pesca dos pássaros.)
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"É um problema de muita gravidez."
(Com certeza...se seu pai usasse camisinha, não leríamos isso!)
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"A AIDS é transmitida pelo mosquito AIDES EGIPSIO."
(Sem comentário)
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"Já está muito de difíciu de achar os pandas na Amazônia"
(Que pena.Também ursos e elefantes sumiram de lá)
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"A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando"
(Foi trazida nas caravelas, certo ?)
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"O cerumano no mesmo tempo que constrói, também destroi, pois nos temos que nos unir para realizarmos parcerias juntos."
(Não conte comigo)
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"Na verdade, nem todo desmatamento é tão ruim. Por exemplo, o do Aeds Egipte seria um bom beneficácio para o Brasil"
(Vamos trocar as fumaças pelas moto-serras)
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"Vamos mostrar que somos semelhantemente iguais uns aos outros"
(Com algumas diferenças básicas!!)
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"... menos desmatamentos, mais florestas arborizadas."
(Concordo! De florestas não arborizadas, basta o Saara!)
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"... provocando assim a desolamento de grandes expecies raras."
(Vocês não sabiam que os animais têm depressão?)
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"Nesta terra ensi plantando tudo dá."
(Isto deve ser o português arcaico que Caminha escrevia...)
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"Isso tudo é devido ao raios ultra-violentos que recebemos todo dia"
(Meu Deus... Haja pára-raio!)
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"Tudo isso colaborou com a estinção do micro-leão dourado."
(Quem teria sido o fabricante? Compaq ? Apple? IBM?)
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"Imaginem a bandeira do Brasil. O azul representa o céu , o verde representa as matas, e o amarelo o ouro. O ouro já foi roubado e as matas estão quase se indo. No dia em que roubarem nosso céu, ficaremos sem bandeira.."
(Ainda bem que temos aquela faixinha onde está escrito "Ordem e Progresso".)
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"Ultimamente não se fala em outro assunto anonser sobre os araras azuls que ficam sob voando as matas."
(Talvez por terem complexo de urubus!)
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"... são formados pelas bacias esferográficas."
(Imaginem as bacias da BIC.)
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"Eu concordo em gênero e número igual."
(Eu discordo!)
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"Precisa-se começar uma reciclagem mental dos humanos, fazer uma verdadeira lavagem celebral em relação ao desmatamento, poluição e depredação de si próprio."
(Concordo: depredação de si mesmo!)
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"O serigueiro tira borracha das árvores, mas não nunca derrubam as seringas."
(Estas podem ser derrubadas porque são descartáveis)
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"A concentização é um fato esperansoso para todo território mundial.."
(Haja coração!)
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"Vamos deixar de sermos egoistas e pensarmos um pouco mais em nos mesmos."
(Que maravilha!)

Crônicas de um mestre de RPG (1)

Dedico este conto a Miguel, Rodrigo e "Impherno", pelas muitas horas de diversão saudável e engraçada, em torno de uma mesa, nas sessões de RPG.

Dentro de você há um universo infinito, aberto...
pronto para ser seduzido pelos deuses da aventura.


Eldon - o terrível, era assim que se intitulava. Sim, aquela criaturinha era realmente terrível. Terrivelmente chata, impertinente, arrogante, dominadora e mentirosa. Pelos deuses como aquela odiosa criatura era falsa. Ainda me pergunto como algo tão pequeno podia ser tão endiabrado e petulante a ponto de nem mesmo o guerreiro do grupo, apesar daquele coitado não possuir muita astúcia ou força, ser capaz de tomar o controle da situação. Pode ser difícil de acreditar, mas aquele pequenino ser, com apenas noventa centímetros de altura, derrubava mais oponentes que o próprio Torak, nosso guerreiro, e o que era pior, com a maior eficiência e facilidade possível.

Sua agilidade em combate e sua destreza eram realmente inigualáveis e seus talentos tão variados quanto mortíferos, ainda mais quando atacava à distância, com sua besta. Em distâncias curtas, quando usava suas táticas furtivas, seus disparos eram letais aos oponentes, mas esta era, de longe, apenas uma de suas exímias habilidades, mas de modo algum a melhor.

Sua perícia com bestas era superada apenas por sua pontaria com pedras e outras armas de arremesso. Minha cabeça ainda dói ao lembrar das inúmeras vezes em que estávamos prestes a nos separar por corredores sinuosos e, no furor de nossas afetuosas trocas de injúrias, eu era atingido por uma pedrada. Por mais rápido que eu fosse tentando enxergar de que lugar a pedra teria vindo, deparava-me sempre com as sombras e com o silêncio. Maldito ladino halfling!

O que mais eu podia fazer? Minha condição de clérigo ordeiro e defensor não permitiria vinganças premeditadas e cruéis, mesmo porque o próprio Eldon não era mau, apenas desordeiro, amante de uma liberdade e não seguidor de regra alguma, a não ser a sua própria regra.

Sua tendência desregrada, alheia a qualquer lei imposta pelo reinado, talvez possa ser facilmente explicada por sua raça e pela vocação natural desta para a classe ladina, adicionando a isso uma sabedoria e inteligência muito acima da média, detalhes que explicariam a arrogância e astúcia desmedidas inerentes ao pequenino.
Outro fator importante nessa história foi a ocasião em que nos conhecemos, episódio que explica muito bem o motivo que me impede de culpar seus atos e, de certa forma, ainda manter relações de amizade com Eldon. Ele salvou minha vida, e este mérito ninguém pode tirar dele, conforme vocês mesmos verão mais adiante, no decorrer de minha narrativa.

Naquela época eu era muito jovem, ingênuo e estava ávido por aventuras e fama; percorria os reinos propagando a fé aos devotos, a esperança aos necessitados e a ira divina aos infiéis. Tudo isso, é claro, na minha concepção. Nas vésperas do solstício de verão, encontrava-me viajando pelas terras afastadas do oeste, mais precisamente na região de Orkhust, uma pequena comunidade agrícola bem afastada das grandes cidades.

Quando cheguei ao vilarejo eu sabia, lá no íntimo, que as coisas não estavam normais, entretanto o que eu nem sequer imaginava, como de fato ocorreu, era que as coisas iriam piorar. Conversando com alguns cidadãos, descobri que vários eventos eclodiam na região, entre eles aquele que me levou até a chamada “Cidadela sem Sol” – o desaparecimento dos irmãos Hucrele e de seus companheiros.

No ímpeto de propagar o bem e encontrar o grupo de aventureiros vivo, recebendo assim uma farta recompensa, parti em direção da Cidadela sem Sol sem ao menos aguardar por reforços. Paguei por esse erro, e paguei caro. Fui aprisionado poucas horas depois de entrar na masmorra. Aprisionado por kobolds, logo eu, um clérigo elfo treinado. Podem acreditar nisso?

Permaneci acorrentado durante um tempo que não consigo me recordar agora. Lembro-me apenas que quando vi a luz entrar pela porta novamente, lá estava aquela criaturinha, tão pequena e de rosto tão jovial quanto uma criança, apontando sua besta para minha cabeça e olhando desconfiadamente para mim.

A sala estava escura, eu estava amordaçado e ele, logicamente, jamais saberia dizer o que é que estava se mexendo freneticamente próximo à parede oposta à porta. Por sorte agradeci, naquele momento, por ele ser inteligente e dono de uma perspicácia única. Foi Eldon quem me soltou das algemas. Fez isso com uma facilidade assustadora, parecia estar brincando. Mais tarde vim a saber que ele também estivera preso. Foi, assim como eu, emboscado por vários kobolds, entretanto ele tinha uma boa justificativa para ter sido pego. Era pequeno, mais frágil, pouco habituado ao combate e contava com outros recursos mais eficazes para livrar-se de tal situação, quando ninguém mais estivesse por perto.

Fiquei sabendo por Torak que Eldon escapou sozinho, mesmo sem o auxílio de suas ferramentas, e foi também através de Torak que descobri o quanto Eldon era dominador por natureza. Um pouco envergonhado, o guerreiro confessou ter cometido um erro gravíssimo ao entrar na sala em que Eldon estava; fez muito barulho, não procurou ser cauteloso de forma alguma e quando entrou no quarto escuro, já estava emboscado e a mercê de Eldon. O fato de não enxergar seu oponente fez com que Torak confundisse sua própria raça. Um guerreiro anão dizendo para seu oponente, até então invisível, não se preocupar porque ele era humano e não oferecia perigo?!?! Dá para acreditar? Pobre Torak.

Depois desse encontro nos unimos e partimos em busca do mesmo destino. Bem... mais ou menos... eu procurava o grupo de aventureiros e uma farta recompensa, outro, apenas os irmãos Hucrele ou seus sinetes e Eldon, bem, Eldon era um caso a parte. Só estava em busca de aventura, sua meta era explorar mais e mais masmorras, tornando-se perito nessa profissão e fazendo sua fortuna com os tesouros encontrados dessa forma. Quanta coragem tinha o baixinho.

Depois de formalizada nossa união como um grupo, prosseguimos na exploração da cidadela, mas os fatos não nos agraciaram como gostaríamos. Entramos em muitos combates contra ratos atrozes e kobolds, e confesso que a tensão constante abalou meus nervos a ponto de me confundir, reduzindo meu auxílio ao grupo. Foi num desses momentos tensos de combate que Syrions apareceu com seu lobo. Na ocasião eu estava impossibilitado de atacar e tanto o guerreiro quanto o ladino já não davam muita atenção para mim, pois eu definitivamente não estava auxiliando o grupo em combate.
Eldon, mais uma vez, estava em frente à porta, disparando seus virotes, enquanto Torak, um pouco mais adiante, combatia nossos inimigos em combate corpo a corpo. Eu apenas olhei para o lado a tempo de ver nosso ilustre visitante girando a funda sobre sua cabeça. Por um momento cheguei a imaginar que ele atacaria Torak, mas ele estava ao lado de Eldon, portanto descartei logo a possibilidade dele ser um inimigo, mas aí veio a preocupação dele errar o ataque. Contrariando meus temores, vi um de nossos oponentes cair com o arremesso da bala de funda. Sim, o nosso novo aliado tinha uma boa pontaria e as coisas pareciam melhorar.

Após o combate e as devidas apresentações, Eldon passou a cultivar admiração e respeito por Syrions, mas hoje sei que aquilo não passava de um certo receio pela força e sabedoria de nosso novo amigo. O ladino era esperto, sabia que não poderia competir com o druida, tão pouco engana-lo com tanta eficiência quanto fazia comigo ou mesmo com Torak, portanto, nada mais adequado que se aliar a ele e cultivar esse companheirismo. E foi exatamente isso que fez, continuou aprontando das suas ao lado do guerreiro e escondendo suas descobertas valiosas do restante do grupo. Ainda assim, conseguia exercer sua influência, estendendo-a até Syrions, através de sua lábia.

Uma das partes mais interessantes desta história vem agora, quando nos encontramos pessoalmente com a rainha dos kobolds. Na ocasião cheguei a pensar que morreríamos, mas a coragem e astúcia de Eldon, aliadas às estratégias e determinação de Syrions criaram um plano audacioso, quase suicida, mas que no final provou ser uma tática extremamente eficaz para nossa situação. Eldon tinha a intenção de barganhar uma passagem livre com os kobolds, formalizar um pacto, melhor dizendo.

Sua real intenção era se livrar dos incômodos duelos com kobolds, prosseguir sem problemas pela cidadela e alcançar seu objetivo, que naquele momento era encontrar um filhote de dragão e vende-lo a um bom valor no mercado. Queria se preocupar com os kobolds depois, mas apesar da idéia ser boa, a diplomacia de Syrions não funcionou com a rainha e fomos obrigados a enfrentar mais de 25 kobolds. Estávamos cercados e em desvantagem, mas o druida e o ladino estavam confiantes.

A estratégia seria derrubar a rainha e, dessa forma, subjugar os kobolds restantes. Não me lembro de muita coisa, apenas que Torak e eu demos cobertura a Syrions e Eldon, que se encarregaram de enfrentar a guarda de elite e a própria rainha. Quando recuperei a consciência, apenas Eldons e Syrions, gravemente feridos, estavam em pé. Eles venceram! A rainha estava morta, partida ao meio. Fiquei sabendo que Eldon golpeou-a com toda sua força. Mais uma vez o pequeno me surpreendia com suas peripécias.

Assim que nos recuperamos e nos preparamos para prosseguir, Eldon deu a Syrions um saco de couro, dizendo ser um presente pela sua amizade e por ter acreditado no plano. Miserável! Ele estava bajulando o druida. Ali estavam os dois, juntos, conversando animadamente. Um, feliz com sua farta sacola de ouro, outro, feliz por ter tapeado mais um idiota.

Mas vocês devem estar curiosos para saber o final da história, não estão? Pois bem, ela está longe de acabar, mas continuemos narrando as peripécias, não somente de Eldon, nosso anti-herói, mas de todo o grupo, até o encontro derradeiro com Belak, o proscrito.




Esta história foi redigida dois dias após jogarmos uma aventura de Dungeons and Dragons, e deveríamos marcar uma segunda noite para concluirmos a história. infelizmente nunca mais nos reunimos e cada integrante da mesa tomou um rumo diferente. Hoje é inpossível reunir os mesmos participantes e finalizar a história com o resultado do jogo propriamente dito. Caso eu dê uma continuação, ela será criada do nada e não terá mas vínculo algum com o conteúdo original.

O conteúdo foi adaptado de uma aventura pronta chamada "A Cidadela sem Sol", baseado em tudo o que aconteceu no "mundo de jogo" e na mesa de jogo.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Um novo começo

Saudações antigos, e espero que novos, leitores! Aqui estou, mais uma vez, iniciando as atividades no blog, após uma longa ausência. Desta vez, espero que eu possa cumprir as metas de postagens e garantir algo interessante para vocês.
Mas não esperem muito, minha vida anda uma loucura e tenho pouco tempo para dedicar a qualquer texto novo. Em todo caso, vamos lá.
Um grande abraço!