quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Aviso aos (pseudo-)leitores


Desde sempre deixei claro que expresso minha criatividade neste blog, além de críticas baseadas em minha opinião.
Não escrevo para que gostem de mim, não escrevo para aparecer. Escrevo porque gosto! Se você, caro leitor, acompanha meu trabalho é porque gosta do que faço, e isso já basta.
Mas há os que gostam de se intrometer, achando que esse ou aquele texto é pessoal demais, ou uma verdade inexorável. Para os que entendem realmente de literatura, não preciso explicar o que é Formalismo Russo, para os demais, vão estudar. Talvez descubram que existe muito mais coisa interessante para se fazer do que me encher o saco!
Um abraço a todos!

O que faz um País ser de Primeiro Mundo? (final)


Dando continuidade ao nosso tema, para um País ser de primeiro mundo podemos resumir que ele precisa de muito dinheiro para investir nos segmentos citados anteriormente, mas tudo isso se torna inútil enquanto este mesmo País possuir um povo tolo e leviano, que prefere se “emburrecer” a cobrar do governo por melhorias e lutar pelos valores corretos.
Em uma terra em que predomina o “jeitinho de se dar bem”, qualquer tentativa de elevar o nível da nação se torna inútil. É fato que nem nas grandes capitais há respeito. Cerca de duas semanas atrás li uma reportagem que os agentes de trânsito precisaram ser reeducados para MULTAREM DE FATO os motoristas que cometiam infrações. Por que não faziam isso antes?
Na Europa um farol pode estar fechado para o pedestre e as ruas desertas, e mesmo assim este pedestre irá aguardar o sinal abrir para atravessar a rua. Se questionado, não titubeará na resposta: “Temos que dar o exemplo às crianças!” Já aqui... bem, vocês sabem!
É uma questão de cultura, de educação, de bom senso – coisas que o brasileiro médio não tem. Do contrário teria vergonha do exemplo que dá ao mundo! O que aconteceu com as matérias de Educação Moral e Cívica e outras tantas que ensinavam o aluno a ser gente? Na minha época quando um funcionário da diretoria entrava ficávamos quietos e levantávamos das carteiras em sinal de respeito. No ano que estagiei, na mesma escola em que estudei, e levantei quando a diretora entrou, os alunos ficaram me olhando com cara de deboche, como se eu fosse a pessoa mais idiota que conheceram na vida.
Se não somos capazes de compreender o que significa respeito e educação, tão pouco estamos aptos a praticar tais conceitos, como podemos querer ser de primeiro mundo? Se estamos levando em conta o que certas emissoras de TV divulgam ou que o Governo quer que acreditemos, E ACREDITARMOS, então merecemos ser ridicularizados pelo mundo.

Eduque os meninos e não será preciso castigar os homens.
(Pitágoras)

domingo, 7 de agosto de 2011

O que faz um pais ser de Primeiro mundo (parte 2)


Muito bem, se nos países de Primeiro Mundo há uma distribuição de renda melhor e o Governo converte os tributos em serviços sociais, é evidente que a população tenha educação, transporte, saúde, cultura superior etc, afinal, tem consciência que os impostos a favorece e cobra das autoridades serviços e melhorias. Esta democracia aplicada é bem explícita nas reportagens internacionais, quando vemos autoridades e milionários envolvidos em escândalos, sendo desmascarados e punidos.
Mais que o mero cumprimento da Lei e Ordem, a punição é a prova da Democracia e da Moral, já que as regras serão aplicadas em qualquer classe social e tendo uma cobrança maior dos que detém maior poder. O exemplo vem de cima!
Não podemos nos esquecer dos aspectos que caracterizam um país de Primeiro Mundo:

Setor industrial diversificado.

É fato que o Brasil possui um processo de industrialização recente e apenas na década de 90 o país adotou uma política de competitividade. Hoje, possuímos alguns setores que competem internacionalmente, mas ainda estamos longe de um setor industrial diversificado e competitivo o suficiente para fazer frente a outros países

Economia desenvolvida e fortalecida.

Ok, confesso que não entendo muito de economia, sei que o Real chegou superar o Dólar por um tempo, sei que o Brasil está adotando uma política agressiva para manter a moeda forte e que é muito fácil comprar, mas ainda não entendo como podemos pagar tantos impostos em cima de um mesmo produto. Dizem que o país possui um mercado livre e exportador, mas o que vejo são produtos importados e superfaturados, chegando a custar três vezes mais.
Isso fortalece quem? Podemos até consumir tudo o que dizem, mas esses impostos não estão sendo revertidos em serviços sociais como deveriam.

Setor agropecuário modernizado.

Certo, neste caso estamos no topo do ranking em vários aspectos. Se fosse diferente, não seríamos boicotados a todo o momento por outros países com alarmes falsos de doenças e padrões da vigilância sanitária e outros motivos quaisquer apenas para não comprar nossa produção.
Modernizado? Pode até ser, mas não em 100% do setor. Apenas os produtores com alto poder econômico conseguem investir em modernização e garantir exportação e lucro. Quanto aos outros produtores resta uma tecnologia manual, às vezes precária e dívidas de empréstimos que jamais conseguirão pagar.

Mão de obra qualificada, com uso de tecnologias em todos os segmentos de atividade.

Mão de obra qualificada? Eu tenho alunos que não sabem nem o básico que deveriam ter aprendido na escola, quanto mais saber o que é qualificação. Sinceramente eu tenho medo dos profissionais jovens. A tecnologia pode existir, porém, mais uma vez, não está acessível a todos. Ainda é cara e nem sempre é possível tê-la em seu negócio

Elevado desenvolvimento científico e tecnológico.

É, possuímos centros de pesquisa dignos de orgulho. Desenvolvemos tecnologias fabulosas, mas estranhamente não consigo recordar de nenhuma personalidade atual que tenha feito algo nesse sentido. Se o fez, está em algum lugar lá fora, já que o país não sabe reconhecer o trabalho nacional. Não me condenem caros leitores, mas é isso que vejo, pois não conheço nenhuma divulgação nacional de nossas melhores mentes.
Bem, consigo me lembrar de alguém sim, do criador do Kinect. Para quem não sabe Alex Kipman é brasileiro e idealizou esse aparelhinho fantástico enquanto passeava aqui no Brasil, no interior do Paraná. Pois é, passeava, porque o cara trabalha na Microsoft, mora nos EUA há 15 anos e acho que poucos sabem disso.
Em todo caso, as poucas organizações que poderíamos ter orgulho sofrem com a corrupção, política inescrupulosa e outras barbaridades. Que o diga o instituto Butantã, que chegou a perder todo o acervo histórico e espécimes coletadas por causa de um incêndio e da administração mascarada.

Modernos sistemas de transportes e de comunicação.

Modernos? Se for o metrô de São Paulo tudo bem, é limpo, organizado, funciona, é rápido, moderno, mas mesmo assim limitado, pois em muitas áreas ainda dependemos de ônibus e é muito demorado chegar a qualquer lugar. E no resto do Brasil? Em algumas cidades o transporte público é eficiente, mas em outros municípios dá desgosto. Aqui mesmo eu prefiro ir a pé. Consigo chegar antes do transporte público!
Comunicação moderna? Nossa banda larga é sofrível, além de extremamente cara. A telefonia móvel só dá dor de cabeça. Não sei como funcionam as operadoras pelo Brasil, mas por aqui já experimentei todas e hoje meu lema é; “Se todas dão dor de cabeça, fique com a que incomoda menos, ou fique sem nenhuma!”

População urbana maior que a rural.

Tá, conforme o Censo 2010, a população urbana representa 84% e a rural 16%.

População economicamente ativa inserida, especialmente, no setor secundário e terciário da economia.

Que eu saiba o país ainda tem base sólida no setor primário e ainda se vangloria de ser o maior exportador de carne e grãos, então estamos longe desta meta. Além disso, o abastecimento de água e elétrico passam por colapsos anualmente.

Alto índice de alfabetização.

É brincadeira, não é?

Excelente qualidade de vida (boa alimentação, habitação, serviço sanitário de qualidade, elevada expectativa de vida etc.)

Sem comentários!

Modesta taxa de crescimento natural ou vegetativo.

Sem comentários (2)!

Continua...

sábado, 30 de julho de 2011

O que faz um país ser de primeiro mundo? (parte 1)


O que faz um país ser de primeiro mundo? Esta pergunta vem me acompanhando há tempos, mas sempre fico inconformado com as atitudes das pessoas e por isso resolvi pesquisar um pouco mais e obtive informações interessantes.

Segundo a Wikipédia e outras fontes, esta definição tem origem na Teoria dos Mundos, que surgiu no período da Guerra Fria para descrever os países que se posicionaram a um dos lados. Aqueles que defendiam o capitalismo e apoiavam os Estados Unidos foram chamados de Primeiro Mundo, os que defendiam o socialismo e a União Soviética era o Segundo Mundo. Os países não-alinhados e neutros foram chamados de países de Terceiro Mundo.
Tal termo passou a ser usado também para descrever países desenvolvidos, com considerável desenvolvimento econômico e social. A população desses países usufrui de alto padrão de consumo devido à alta renda per capita, incluindo produtos supérfluos. Por causa deste aspecto há uma distribuição de renda relativamente justa e a diferença entre classes sociais não é tão grande, pois há intervenção governamental, cobrando taxas maiores daqueles que detêm maior poder aquisitivo.
Os tributos são revertidos em serviços sociais, como escolas, moradias, estradas, hospitais, previdência e outros programas que garantem à população uma elevada qualidade de vida. Nestes países, a democracia é praticada de forma genuína, pois o Estado sofre reivindicações dos cidadãos, as reconhece e busca executá-las. É interessante observar que alguns fatores que colocaram alguns países nesta categoria foram o processo de industrialização de forma pioneira, a revolução agrícola e a urbanização gradativa.
De acordo com as informações, os principais aspectos que caracterizam países de Primeiro Mundo são:

Setor industrial diversificado.
Economia desenvolvida e fortalecida.
Setor agropecuário modernizado.
Mão de obra qualificada, com uso de tecnologias em todos os segmentos de atividade.
Elevado desenvolvimento científico e tecnológico.
Modernos sistemas de transportes e de comunicação.
População urbana maior que a rural.
População economicamente ativa inserida, especialmente, no setor secundário e terciário da economia.
Alto índice de alfabetização.
Excelente qualidade de vida (boa alimentação, habitação, serviço sanitário de qualidade, elevada expectativa de vida etc.)
Modesta taxa de crescimento natural ou vegetativo.

“Informações coletadas da Wikipédia – a enciclopédia livre e de Eduardo de Freitas, da equipe Brasil Escola”

Continua...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O que é bom senso?


“Bom Senso é uma imposição moral que Deus criou para que a humanidade tentasse conviver em harmonia. Não está funcionando!”

ATENÇÃO: Caros leitores, só leiam o restante se quiserem saber os fatos que me fizeram colocar a frase acima. Na verdade nem é interessante, só não queria deixar a semana passar sem um post.

Durante a semana fiquei indignado com a reação de alguns jogadores na Live, e demorei algum tempo para digerir o que aconteceu. Na verdade, até agora não entendi o que aconteceu, pois foi um dia normal, que apenas não terminou tão bem assim.

Jogar online é divertido, você está brincando e dando risada com os colegas, mas na quarta-feira as coisas não foram tão bem. Geralmente jogamos em equipe, o que não ocorreu em momento algum deste dia. Na hora do almoço acabei ficando sozinho no jogo, e por esse motivo não fiquei no Grupo de jogo conversando com meus colegas, pois estava me atrapalhando com os comandos deles – eu sempre pensava que o inimigo citado estava perto de mim, mas isso foi uma coisa que entendi como natural, não havia espaço no esquadrão deles e não havia motivo para me aborrecer, então levei de boa o jogo, mesmo perdendo feio por estar sozinho, mas foi aí que, mais tarde, as coisas conseguiram piorar.

Ao anoitecer, novamente voltei a jogar online, sozinho, e assim fiquei por um bom tempo. Aí que um americano qualquer envia uma mensagem me ofendendo por ele estar morrendo. Fiquei sem ação! Ele me acusava de ser responsável por ele estar jogando mal. É claro que trocamos algumas mensagens “gentis”, mas cansei logo e passei a ignorá-lo.
Confesso que o fato me deixou um pouco contrariado.

Para esquecer, resolvi aceitar o convite para entrar no grupo e jogo que um camarada enviou alguns minutos antes das mensagens do americano, assim eu poderia me divertir em turma. Que idéia mais infeliz...

Ocorreu que o servidor estava cheio e fui parar no time contrário e, para meu assombro, aquela turminha que jogava com meu colega não pensava da mesma forma que meus amigos de jogo. Quando vamos jogar é comum um ou outro acabar caindo em time oposto, mas isso não impede a diversão: tiramos sarro, “caçamos” o colega para matá-lo e damos risada, fazemos piada e tudo. Além disso, estarmos conversando e sabendo onde cada um está torna a brincadeira mais divertida, mesmo alguns de nós pertencermos ao time inimigo. É isso que dá graça ao jogo.

Com esta turma o que ocorreu foi que joguei melhor, mesmo não estando prestando atenção ao que falavam. E foi aí que começou! Primeiro foi um “Caramba, venham todos pra cá e alguém mate esse Rafael filho da puta que está dando trabalho!” Mas o quê? Cara, eu havia sido convidado para fazer parte do grupo e sou ofendido assim? Retruquei, mas aquela turba falava tanto que não sei dizer se alguém ouviu o que eu disse e acho que ainda ignoravam a minha presença até então, com exceção de Eliezer, meu colega. Jogando mais um pouco matei algumas vezes seguidas este mesmo colega, e ele comentou em voz alta - “Ê, Rafael, me matou, foi?” – com seu jeitinho paraibano. Então perguntaram onde que eu estava que iam me matar. Foi quando Eliezer comentou que eu estava no grupo com eles.

Foi um absurdo! Ofenderam-me, mandaram Eliezer me expulsar e tudo mais, embora ninguém tenha dito isso pessoalmente. Eles se sentiram incomodados simplesmente por eu estar jogando no mesmo grupo, mas em time oposto. E quando tentei me defender, mais acusações, mais ofensas.

Saí do grupo de jogo indignado porque, além das ofensas, eu nunca havia procurado amizade com nenhum deles, pelo contrário, foram alguns deles que pediram para aceitar pedido de amigo para jogarmos online e muitos deles entravam no grupo de meus amigos sem serem convidados, jogavam em times opostos e também ouviam onde estávamos e o que faríamos. Nem por isso os tratamos mal, ofendemos ou impedimos de jogar, mesmo quando eles começavam a falar demais e gritar como doidos.

Para finalizar, deletei todos esses contatos, menos Eliezer, que se sentiu culpado e veio pedir desculpas, mas ficou o nó na garganta. Sei que essa história ficou longa, mas queria contar o que aconteceu em detalhes para explicar o porquê da frase.



sábado, 16 de julho de 2011

Boa vontade e causas perdidas


Hoje me pararam na rua pedindo uma doação para a Associação Protetora dos Animais. Prontamente recusei alegando que não acreditava neste tipo de serviço. Vejam bem, caros leitores, não digo que a boa vontade destas pessoas seja uma fraude ou a idéia deles ruim, só estou dizendo que não funciona, não aqui, nessa “Terra de Chacais”.

É claro que fui indagado pela resposta dada, então nada mais justo que explicar a vocês também minha opinião: Minha família sempre ajudou o Canil Municipal, Associações secundárias e tudo mais, porém nunca vimos uma solução visível par ao problema de animais soltos pelas ruas. Tempos atrás cheguei a dar uma última contribuição com promessas de limpar a cidade dos cães de rua e tudo mais. Até hoje não vi nada diferente, os cães continuam soltos e os pedestres continuam sujando os sapatos e/ou correndo de cães anti-sociais.

Vejam bem, caros leitores, em minha mais sincera opinião, vejo esta cidade como uma província retrógada, infestada de falsos moralistas, trogloditas e outras espécies indignas de serem citadas, mas voltemos ao assunto no próximo parágrafo.

Possuímos um Canil Municipal deficiente, insuficiente para a demanda e os pobres cães ainda chegam a passar fome. Sinceramente, não sei como anda nos dias atuais, mas já foi pauta em jornais pelas condições precárias dos animais. Acho no mínimo estranho e duvidoso o modo como é administrado, mesmo porque a cada ano tem arrecadação de fundos aqui ou acolá para a manutenção do canil.

Possuímos também uma faculdade que adora enfatizar sua atuação social, mas nunca vi trabalhar diretamente com o problema dos animais. E qual seria sua atuação? Bem, há o curso de Veterinária! Pegue os cães e gatos de rua para estudo. NÃO, não me refiro a sacrifícios, me refiro à prática de diagnose, afinal, animais de rua estão muito mais propensos a doenças do que animais bem cuidados e tratados, além de ser um treino prático para a formação acadêmica dos alunos. Além disso, poderiam treinar cirurgias, principalmente castração, evitando assim o crescimento descontrolado pelas ruas.

Não digo criar um sistema de adoção porque neste caso entramos em conflito com a hipocrisia deste povo, já que cada cidadão só se preocupa com seu próprio umbigo. O que vejo diariamente são pessoas passeando com seus cães por praças e bairros, enquanto esses animais maravilhosos CAGAM na porta ou jardim dos vizinhos. Cretinos são estes cidadãos que fazem isso na maior cara de pau, passeando com seus animais para sujarem a frente da casa dos outros.

Ah, e para o conhecimento de vocês, falsos moralistas, deixo bem claro que em casa sempre tivemos animais de estimação, mas eles nunca saíram portão a fora incomodando os vizinhos, portanto não venham com críticas fora de contexto e tentar ensinar lições de moral. Quando a mentalidade provinciana deste povo se expandir e evoluírem de mentecaptos a cidadãos que PRATICAM a cidadania, e principalmente o bom senso, aí a conversa será outra. Peço desculpas às moças que trabalharam o dia todo arrecadando fundos para a APA. Acredito no trabalho de vocês, mas não no resultado, utópico em minha opinião, que pretendem atingir.

Bom sábado a todos!